segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O jeito que eu conto # 15

Liberdade foi a música que mais deu trabalho pra fazer. Acabou por ser uma das mais simples de todas.

  Na verdade, essa música teve seu início há um bom tempo atrás.

 Em 2006, peguei com a minha cunhada, Carolina Lana, um poema pra musicar chamado Libertas quae sera tamen  . Já tinhamos feito essse tipo de parceria anteriormente, Querer, dos disco Somos um Só, é uma delas, temos mais umas duas inéditas...

Pois bem, peguei esse poema e tentei em várias ocasiões trabalhar uma música.
Não consegui fazer nada a altura da letra e acabei deixando de lado...

Porém, quando estava morando em São Paulo, e já trabalhando as composições pro disco que estamos gravando, surgiu a idéia de um coro nas ruas gritando o trocadilho Ô Liberdade que será também, Ô Liberdade que será também... Não é a tradução dos dizeres da bandeira mineira.

Lembrei e voltei no poema da Carol, tentei encaixar o resto da letra, mas não deu. Tinha apenas o refrão.

Quando fomos gravar as demos pra escolher as músicas do novo álbum, eu já tinha feito uma segunda parte, mas que pra falar a verdade, não convencia muito não.

Mostrei pro Léo, o produtor, que concordou comigo. Gostou demais do refrão, mas o miolo ainda faltava algo.

Acho que ficamos uns dois meses tentando opções, até versão em inglês apareceu. Mostramos pro pessoal, o Paulinho chegou a cantar, mas lá no fundo a gente sabia que não estava rolando ainda.

A música já tinha sido escolhida como tema central do disco Liberdade, mas só existia o refrão.

Já estavamos na pré-produção e a letra e melodia não fechavam, chegamos a gravar a música na prévia toda instrumental...

Como o Tom Jobim já citou aqui anteriormente, muitas vezes música é 5% inspiração e 95% transpiração. Numa dessas veio o que estavamos procurando...
A mais direta e menor letra de todas. rsrs

Na virada do ano joguei a porrada de rascunhos fora.

Esse filme foi feito no momento em que foi terminada a canção. Tem algumas partes editadas, cantadas ainda em tom baixo e silencioso.

Era uma manhã chuvosa de setembro de 2010.

Abraços pra todos!

Fernando

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